Um dos maiores desafios de quem convive com o diabetes é manter uma taxa de glicose ideal. Hábitos como a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável fazem a diferença, mas, para não tomar decisões erradas durante o tratamento é preciso acompanhar os níveis de açúcar no sangue.

Ferramentas como o glicosímetro, a lanceta e as tiras reagentes se fazem fundamentais nesse contexto. Continue lendo e entenda como é medida a glicose, a importância do acompanhamento e, claro, a taxa de glicose ideal para cada caso.

 

Como é medida a glicose?

Teste de hemoglobina glicada (A1C)

Existem dois exames principais voltados para o acompanhamento e controle da glicose. O primeiro é realizado em laboratórios e denominado teste da hemoglobina glicada (A1C). Esse exame é utilizado tanto para acompanhamento quanto para a confirmação do diagnóstico de diabetes e pré-diabetes.

Através de uma amostra de sangue é possível determinar uma média da glicemia no sangue nos últimos três meses. O resultado é apresentado em porcentagem de hemoglobina ligada à glicose, onde taxas entre 5,7% e 6,4% indicam pré-diabetes e igual ou superior a 6,5% indicam diabetes. Pessoas saudáveis apresentam taxas de até 5,6%.

O teste deve ser realizado a cada três meses caso os resultados apresentem algum risco e a cada seis meses caso o diabetes esteja controlado.

 

Teste de Glicosímetro

Em alguns casos de diabetes é preciso acompanhar diariamente a variação da glicemia no sangue. Isso porque o organismo pode apresentar picos de hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) e hipoglicemia (falta de açúcar no sangue), de acordo com a medicação, a alimentação, a prática de exercícios físicos e outros fatores externos.

Nessas situações é imprescindível que o a pessoa com diabetes tenha sempre com ela os equipamentos necessários para realizar as medições: lanceta, fitas de medição, o lancetador e o medidor de glicose, também conhecido como glicosímetro. Com eles e uma pequena amostra de sangue é possível tomar as melhores decisões na hora certa.

 

As taxas ideais de glicose

Para saber as suas taxas ideais de glicose, antes e após as refeições, é fundamental que você busque acompanhamento médico. Isso porque cada organismo tem suas peculiaridades e o que é verdade para a maioria dos pacientes pode não ser para você.

Apesar da importância de se considerar essa individualidade, existem determinados padrões considerados na maioria dos casos. A unidade de medida são os miligramas de açúcar por decilitro de sangue, representada pela sigla mg/dL. Confira alguns desses padrões:

Hipoglicemia

Quando o nível de glicose do sangue é menor que 70 mg/dL (com o paciente em jejum ou duas horas após a refeição) evidencia-se um quadro de hipoglicemia. Isso pode ser causado por falta de alimentação, excesso de exercícios e erro de medicação. Esse quadro pode causar sintomas como fraqueza, visão embaçada, tremedeira, suor excessivo, risco de desmaio e até coma.

 Hiperglicemia

A hiperglicemia é detectada quando os níveis de glicose no sangue ultrapassam 110 mg/dL em jejum ou 140 mg/dL duas horas após uma refeição, durante o processo de diagnóstico. Pacientes que já foram diagnosticados têm essas taxas definidas pelo médico.

Vale lembrar que, em qualquer horário do dia, o valor de 200 mg/dl para pessoas com diabetes é considerado hiperglicemia.

As potenciais causas são excesso de alimentação, estresse causado por fatores externos e doses incorretas de insulina. O quadro pode causar diversos sintomas, inclusive desmaios inesperados, menos comum que no tipo 1.

 

Utilizar o glicosímetro, as lancetas e tiras de medição para manter os níveis de glicose sob controle é uma prática fundamental para quem deseja viver bem com diabetes. Uma boa dica é você fazer um diário de glicemias, onde anotará a glicose em diferentes horários e ajudará o seu médico e nutricionista a nas decisões para melhorar o seu tratamento.

 

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Revisado por Camila Cialdini Faria – Educadora em diabetes

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