A pré-diabetes não é considerada uma doença, mas sim um estado de atenção para pessoas que estão com níveis de glicose (açúcar) no sangue acima do normal, mas não tão alta para o diabetes. A falta de cuidado e acompanhamento pode fazer com que o paciente desenvolva a diabetes tipo 2, daí a importância de estar atento ao sintomas.

Obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares estão diretamente ligados à essa condição, mas com cuidado e atenção é possível revertê-la e diminuir as chances de desenvolver a diabetes mellitus. Continue lendo para entender melhor o que é e o que você deve fazer caso apresente a pré-diabetes.

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O que é a pré-diabetes?

A pré-diabetes é a situação clínica que precede o diagnóstico do diabetes tipo 2. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), para que uma pessoa apresente risco de desenvolver a doença é preciso que ela apresente alterações na metabolização da glicose.

Nessa condição o corpo começa a dar sinais de que os níveis de glicose estão começando a aumentar, como também os de insulina, estado mais conhecido por resistência à insulina. Neste caso, o pâncreas passa a produzir mais insulina na tentativa de controlar a glicose alta.

Além disso, o quadro é comumente associado à obesidade, sedentarismo e histórico familiar positivo para diabetes mellitus.

Exames simples como o de glicemia capilar, feito com um glicosímetro, ou o exame de hemoglobina glicada, feito em laboratório, podem detectar essa condição. Apesar de não ser utilizado para diagnóstico, quando feito corretamente, o exame de “ponta de dedo” pode ser o alerta que faltava para que a pessoa busque ajuda profissional.

Ainda segundo a SBD, quando a glicemia de jejum está entre 100 e 125 mg/dL, ou quando medida duas horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra fica entre 140 e 199 mg/dL e a hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%, o risco de progressão para diabetes é grande. Nesses casos o ideal é buscar ajuda especializada imediatamente e iniciar as mudanças de hábitos.

 

Os sintomas da pré-diabetes

A condição de pré-diabetes normalmente não apresenta sintomas. Justamente por isso é fundamental realizar exames periódicos para acompanhar os níveis de glicose no sangue, principalmente as pessoas que apresentam um ou mais fatores de risco, como, por exemplo:

  • obesidade e sedentarismo;
  • circunferência abdominal acima da de 80cm para mulheres e 90cm para homens;
  • colesterol e triglicérides acima do normal;
  • alterações na pressão arterial;
  • hábito de fumar.

Também é muito importante pesquisar sobre o histórico familiar, particularmente nos parentes diretos como os pais e irmãos, para ficar atento e manter o controle glicêmico em dia. Vale a pena informar ao médico tanto os casos de diabetes mellitus tipo 2, quanto os de diabetes tipo 1.

Realizar os exames de rotina é muito importante pois, quanto antes a pessoa que tem pré-diabetes diagnosticar sua condição, mais rapidamente poderá adotar novos hábitos e cuidar da saúde para que a doença não se desenvolva no organismo.

 

É possível ter pré-diabetes e não desenvolver a doença?

Existem alguns fatores que a pessoa com pré-diabetes pode (e deve) controlar para evitar o desenvolvimento da doença. O peso corporal, por exemplo, pode ser diminuído com mudanças de hábito alimentar e prática de exercícios físicos regulares. Também existe outra opção, que deve ser considerada apenas em último caso: a cirurgia bariátrica.

Já outros fatores, como a herança genética e a idade, não podem ser alterados. Por isso é possível que a doença se desenvolva mesmo nas situações onde a pessoa tomou todos os cuidados possíveis. Mesmo assim ainda é extremamente recomendado mudar os hábitos para conviver melhor com a doença.

Além de diminuir as chances de ter diabetes tipo 2, o paciente com pré-diabetes que adota atitudes positivas certamente terá uma melhoria em sua qualidade de vida. E, caso a doença surja da mesma maneira, a adaptação e aceitação serão mais rápidas

Deixar que o diagnóstico surja para iniciar as mudanças faz a adesão ao tratamento ficar mais difícil. Quando a pessoa com diabetes já aprendeu a equilibrar a alimentação e já criou uma rotina de exercícios todo o controle fica mais fácil.

 

Detectei a pré-diabetes, e agora?

Essa é uma dúvida muito comum de quem acabou de detectar essa condição em seu organismo. Os primeiros passos devem ser, sem dúvida, buscar orientação especializada por uma equipe multidisciplinar. Médico endocrinologista, nutricionista e educador físico são algumas especialidades que certamente o ajudarão a construir uma nova rotina.

Segundo a SDB, a adoção de uma alimentação mais saudável e da prática de exercícios físicos regularmente pode diminuir em até 40% as chances de a pessoa desenvolver diabetes tipo 2. Já o medicamento metformina é capaz de reduzir ainda mais esse risco, em até 20%. Vale ressaltar que ele deve necessariamente ser prescrito por um médico e jamais utilizado sem critérios.

Uma vez que sua nova dieta tenha sido desenvolvida pelo nutricionista, a quantidade e a modalidade de exercícios indicada pelo educador físico e a medicação devidamente receitada pelo médico, cabe apenas à pessoa ter disciplina e força de vontade para reverter esse quadro.

 

A pré-diabetes no Brasil

A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que, para cada pessoa com diabetes existam três com pré-diabetes. Com base nesse número é possível afirmar que o Brasil tenha cerca de 40 milhões de pessoas nessa situação, sendo que grande parte sequer sabe que ela existe.

Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Diabetes em parceria com o laboratório farmacêutico Abbott concluiu que de todas as pessoas com diabetes entrevistadas apenas 30% conhecia a condição de pré-diabetes. Por isso é tão importante compartilhar informações acerca dela.

A possibilidade de ter um aviso do próprio corpo antes de a doença surgir é um grande benefício, nem sempre explorado. Nesse sentido, os exames periódicos são a melhor maneira de evitar a diabetes tipo 2, principalmente em quem possui os fatores de risco.

 

Mais que um aviso, uma oportunidade

Caso você ou algum familiar tenha detectado a pré-diabetes em um exame de rotina é preciso encarar isso como uma oportunidade, não um problema. Isso porque a doença ainda não se desenvolveu no organismo e, com acompanhamento e mudanças de hábito é possível que ela não surja!

Compartilhe este conteúdo com seus amigos e familiares e ajude a evitar problemas no futuro! A informação de qualidade é fundamental para que as pessoas entendam melhor sua condição e saibam quais as melhores maneiras de agir para não tornar o quadro ainda pior.

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