Nos posts anteriores em nosso site, vimos a importância de manter o controle da glicemia e uma rotina saudável. Como já estamos em período de férias escolares, decidimos criar esse artigo exclusivo para você que vai viajar ou que sempre está na estrada.

Uma vez que o diabetes não entra de férias junto com você, é fundamental fazer um planejamento para não se esquecer de nada e evitar aborrecimentos na viagem. Assim, você se diverte nas férias sem deixar de lado os cuidados com sua saúde.

Nossa ideia foi desenvolver um artigo com 5 dicas essenciais para você curtir suas férias com tranquilidade e segurança! Boa viagem!

 

1. Leve sempre insulinas e insumos extras (tiras, lancetas, agulhas, cateteres, sensores e baterias)

É muito importante levar um kit extra ou se possível em dobro para prevenir eventuais situações: quebrar de frasco/refil de insulina, precisar de medir a glicemia mais vezes ao dia e não ter tiras reagentes suficientes, faltar adesivos para fixar sensor ou ter de trocar o cateter antes da hora. Se puder leve também um medidor de glicose reserva!

 

2. Tenha sempre com você carboidratos de rápida absorção (mel, açúcar, balas moles, glicose instantânea)

Hipoglicemia, quem já passou por isso sabe como é desagradável, sem ter em mãos carboidratos de rápida absorção, pode ser mais desesperador e por isso é muito importante andar sempre com alguns desses itens (mel, açúcar, balas moles, glicose instantânea) para não passar aperto na hora de corrigir a glicose baixa.

 

3. Se a viagem for internacional, leve sempre uma prescrição médica em inglês

Já imaginou você fora do país sem medicamentos/insulinas e sem insumos para seu tratamento? Tudo por não ter uma receita médica (prescrição de medicamentos) em inglês? Para prevenir incidentes, o melhor é sempre levar uma prescrição em inglês.

 

4. Em viagens longas, tenha sempre em mãos o seu kit diabetes

Medidor de glicose, tiras reagentes, lancetas descartáveis, insulinas, medicamentos orais (se for o caso) e carboidratos de rápida absorção. Esses itens são essenciais no seu kit diabetes, jamais esqueça de estar com eles por perto de você.

 

5. Leve lanches extras!

Ficar muito tempo sem se alimentar pode ocasionar em uma hipoglicemia, por isso, é de extrema importância que você ande com lancinhos extras em sua bolsa de mão. Nunca se sabe quando irá precisar: o vôo atrasa, a estrada congestiona, o ônibus fura o pneu…

 

Insulina, bomba, cateter, sensor, seringa, agulha, medidor de glicose (glicosímetro), fita reagente, lancetas, kit diabetes, correção para hipoglicemias, lanche extra e assim vai indo, cada pessoa com diabetes tem uma forma de tratamento, mas no final, todas precisam se atentar aos cuidados do dia-a-dia e driblar os imprevistos!

Já conferiu tudo em sua bagagem? Agora é hora de ir viajar!

Confira uma receita incrível de sopa de moranga para espantar o frio!

 

Rendimento:

  • 4 porções – 160g;

 

Ingredientes:

  • 3 xícaras de água – 600ml
  • Abóbora moranga picada – 250g
  • 3 dentes de alho – 3g
  • 1 pedacinho de gengibre – 5g
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva – 8ml
  • 1 colher (chá) de sal – 2g

 

Modo de preparo:

  • Descasque, retire as sementes e pique a abóbora;
  • Em uma panela, ferva a água e acrescente a abóbora;
  • Deixe cozinhar por cerca de 25 minutos;
  • Desligue o fogo e deixe esfriar;
  • Doure o alho com o azeite de oliva;
  • No liquidificador, coloque o alho, o sal, a abóbora e a água de cocção. Bata bem;
  • Acrescente o gengibre e bata por mais alguns minutos;
  • Aqueça a sopa para servir.

 

Informações para contagem de carboidratos:

Sopa de moranga com gengibre – 1 tigela (160g) – 55Kcal – 5g CHO

 

Quer saber mais sobre o que é contagem de carboidratos? Aproveite e confira o artigo completo em nosso portal.

 

O diabetes LADA é uma doença autoimune que pode unir características dos tipos 1 e 2, como uso de insulina (tipo 1) e o surgimento tardio (tipo 2). A sigla em inglês significa Latent Autoimmune Diabetes of Adult que, em tradução livre, quer dizer Diabetes Autoimune Latente do Adulto.

Uma das principais características do diabetes tipo LADA é o fato de os pacientes com essas manifestações cardinais de deficiência insulínica serem insulinizados precocemente. Além disso, o médico deve estar atento para o diagnóstico de LADA (DM1).

O exame de hemoglobina glicada e o acompanhamento multidisciplinar são necessários desde o diagnóstico. Continue lendo para entender melhor o que é esse tipo de diabetes, os sintomas, características e também como controlá-lo!

 

O que é a diabetes LADA?

Pessoas com diabetes tipo 1 têm níveis mais altos de auto-anticorpos do que aqueles com LADA. Esta pode ser a razão pela qual as células beta são destruídas mais rapidamente no diabetes tipo 1 do que no LADA.

Com o passar do tempo o paciente desenvolve anticorpos que atacam as células produtoras de insulina e criam uma insulino-dependência e se torna necessário a administração da insulina, como no tipo 1.

Os sintomas do LADA são os mesmos do diabetes tipo 1, porém com o quadro mais “arrastado” de perda de peso. Mas, os pacientes também apresentam aumento da sede, cansaço, alteração da fome, emagrecimento, o aumento da urina e a visão turva.

 

Qual a diferença da LADA para o diabetes tipos 1?

A grande diferença entre o diabetes LADA e o tipo 1 da doença é justamente o fato de a terapia de insulina não ser necessária logo após o diagnóstico, mas nos anos seguintes, conforme a doença evolui.

 

Como é o tratamento?

Normalmente, as pessoas que convivem com o diabetes tipo LADA não necessitam de insulina nos primeiros 3 a 6 meses após o diagnóstico, mas, de acordo com estudos realizados nos Estados Unidos, até 80% dos pacientes necessitarão de insulina nos próximos cinco anos.

 

A importância do acompanhamento multidisciplinar

Independentemente do tipo da diabetes é fundamental contar com uma equipe multidisciplinar para determinar os melhores caminhos para o tratamento. Isso porque fatores como idade, peso, uso de medicamentos orais ou insulina e a interferem nos hábitos necessários para conviver bem com a doença.

Assim como nos outros tipos da doença, questões relativas ao controle glicêmico e à terapia de insulina são fundamentais para a manutenção da qualidade de vida dos pacientes.

Há, também, a necessidade de realizar exames periodicamente, como o de hemoglobina glicada e o de “ponta de dedo”. Consulte seu médico sobre as especificidades do seu tratamento e lembre-se de assinar nossa newsletter para receber informações exclusivas direto em seu e-mail.

 

Achou o conteúdo interessante? Então compartilhe em suas redes sociais para que mais pessoas entendam o que é o diabetes tipo LADA!

 

Confira uma receita caseira e prática de leite condensado diet para saborear sozinho ou usar em outras preparações.

 

Rendimento:

  • 1 lata – 250g;

 

Ingredientes:

  • 1 copo (americano) de leite em pó desnatado – 45g
  • ¾ copo (americano) de água quente – 150ml
  • ½ xícara (chá) de adoçante culinário para forno e fogão – 100g
  • 1 colher (sopa) de margarina light – 15g

 

Modo de preparo:

  • Coloque a água no fogo alto até ferver;
  • No liquidificador, bata todos os ingredientes, inclusive a água, por 5 minutos;
  • Deixe descansar de 8 a 12 horas na geladeira;
  • Está pronto para ser utilizado.

 

Informações para contagem de carboidratos:

Leite Condensado Diet – 1 colher de sopa (15g) – 26Kcal – 5g CHO

No post anterior do Portal Viver Bem com Diabetes, você conferiu o que é um diário glicêmico e para quê ele serve. Mas faltou uma informação essencial, que preferimos abordar em um post exclusivo: como fazer seu diário de glicemia?

Monitorar a taxa de glicemia no sangue não é só para quem está com descontrole glicêmico, é para todo paciente que apresenta diagnóstico de diabetes, seja do tipo 1, do tipo 2, gestacional ou LADA.

Você se encaixa em um desses quadros? Então siga com a leitura e aprenda a fazer seu diário glicêmico!

 

Por que fazer uso de um diário de glicemia?

Para um tratamento personalizado, a equipe multidisciplinar em diabetes que o acompanha precisa de dados precisos sobre suas taxas de glicose nas mais variadas situações. Do momento do café da manhã, até a prática de atividades físicas, pode haver oscilação nos níveis de açúcar no sangue, exigindo medidas preventivas ou corretivas.

Uma situação de hipoglicemia, por exemplo, requer que você reponha açúcar no sangue rapidamente. No quadro de hiperglicemia, o contrário é necessário: reduzir a taxa de glicose no sangue e utilizar medicamentos.

Mas como saber em que momento cada situação ocorre para que você tome as medidas cabíveis? Primeiro você mede a sua glicemia para saber como está naquele momento e, em seguida, consulta o seu diário glicêmico!

Conhecer o índice glicêmico dos alimentos pode ajudar a compreender melhor os efeitos de cada um deles no seu organismo, melhorando o controle do diabetes e potencializando a função do diário de glicemia como um norteador para uma alimentação mais saudável.

Agora que você já sabe a importância do diário de glicemia, vamos às dicas para elaborá-lo!

 

1. Defina os horários de medição da glicemia

Tanto o médico quanto o nutricionista responsável pelo acompanhamento do seu caso podem definir (se é que ainda não o fizeram) os horários em que você deve fazer o teste de glicemia capilar, usando o glicosímetro.

Normalmente, os pacientes com diabetes são orientados a fazer esse acompanhamento imediatamente antes e 2 horas depois das grandes refeições: café da manhã, almoço e jantar; antes de deitar e, em alguns casos, durante a madrugada ou nos lanches intermediários.

Pode ser que a orientação para o seu caso seja diferente disso, portanto, não deixe de consultar seu médico!

 

2. Registre seus objetivos glicêmicos

A Sociedade Brasileira de Diabetes define parâmetros para o tratamento do diabetes, bem como determina os níveis glicêmicos ideais para cada caso. O paciente com diabetes recebe esse tipo de informação do médico responsável e deve manter esse registro sempre próximo para compará-lo às suas medições de glicose.

É com base nesses dados que você sabe se o seu diabetes está sob controle ou se é preciso tomar alguma atitude, como uso de medicamentos ou mudança no plano alimentar.

 

3. Crie sua tabela de acompanhamento

Definidos os horários de medição da glicose, basta organizar as informações em uma tabela, como a que figura abaixo:

 

TABELA DE CONTROLE GLICÊMICO

NOME DO PACIENTE:________________________________________
MÊS:______________

Dia

Café da manhã

Almoço

Janta

Antes

Depois Antes Depois Antes Depois

1

2
3
4
5
6

 

Isso pode ser feito em Excel ou no Google Sheets, por exemplo. Mas lembre-se que seu diário glicêmico deve estar sempre próximo a você, portanto, prefira sempre as versões mobile dessas ferramentas para abrir e editar o documento sempre que necessário.

No caso dos diários impressos, você pode deixá-los sempre junto ao kit diabetes! Lembre-se que o mais importante é mantê-lo sempre atualizado!

 

4. Use aplicativos mobile

Outra opção para manter seu índice glicêmico sob controle é fazer uso de um dos inúmeros aplicativos para smartphones desenvolvidos para este fim.

Existem aplicativos gratuitos e pagos, tanto para Android quanto para iPhones, basta escolher aquele com o qual você melhor se adapta.

A vantagem dos aplicativos para controle glicêmico é que você os mantêm sempre consigo e pode atualizar os dados mesmo estando longe de casa, de forma bastante simples.

Para apresentar os dados na próxima consulta com seu médico, certifique-se de que o aplicativo permite extrair as informações para um relatório consolidado e que possa ser compartilhado via e-mail ou baixado para um documento à parte. Dessa forma fica mais fácil manter seu médico atualizado sobre o seu controle.

 

5. Deixe um espaço para observações

É importante que você deixe um espaço no seu diário de glicemia para inserir observações, como sintomas que acompanham a hipoglicemia ou a hiperglicemia, ou alimentos que você tenha consumido.

Gripes e resfriados não estão ligados diretamente ao diabetes, mas sempre aumentam a glicemia, então anote essas ocorrências. Festas de aniversário, datas comemorativas e o período menstrual também influenciam. Já as gestantes também devem anotar situações de vômitos que podem abaixar a glicemia.

Também é importante levar em consideração outros fatores que podem afetar a sua glicemia.

Nesse sentido, é fundamental tentar identificar a fonte do sintoma, algo que pode ser feito juntamente com sua equipe multidisciplinar em diabetes.

 

6. Seja sistemático em seus registros

O dia a dia corrido, a rotina entre trabalho, estudo, família e outras responsabilidades, não podem afetar o registro das suas glicemias. Você deve desenvolver o hábito de parar tudo o que está fazendo nos horários indicados para fazer a medição de glicose. Somente dessa forma será possível acompanhar a sua evolução no tratamento de diabetes.

Em último caso, faça a medição normalmente e os dados ficarão armazenados no glicosímetro. Ao final do dia, confira seu monitor e anote os horários que não deixou de registrar. Mas, atenção! Não acumule essa tarefa por vários dias!

Considere agendar um alarme em seu celular para os horários em que é necessário fazer o teste de glicemia. Conscientize sua família da importância do exame e peça para que eles o ajudem a lembrar! Para que o seu tratamento seja eficaz, todos devem estar comprometidos com a sua saúde!

 

7. Confie em seu médico

A descoberta de uma doença como o diabetes nem sempre é tratada da forma correta pelo paciente e seus familiares. Segundo dados da OMS, apenas 60% dos pacientes diabéticos realizam o tratamento adequado.

Muitos iniciam o tratamento e o abandonam pela dificuldade de adaptação à medicação, a uma dieta mais saudável, à prática regular de atividades físicas e também as rotinas de monitorização para o controle glicêmico. No entanto, não queremos que você faça parte dessa estatística!

 

É por isso que aqui no Portal Viver Bem com Diabetes trazemos dicas atuais de tratamentos e receitas de alimentos para diabéticos que são de dar água na boca! Agora você não tem mais desculpas para viver bem com diabetes, é só continuar nos acompanhando!

 

O teste de hemoglobina glicada é de extrema importância para quem possui diabetes. É por meio desse monitoramento que você sabe se a doença está sob controle, qual atitude você deve tomar, seja comer um alimento rico em carboidrato ou aplicar insulina.

Esse acompanhamento fica muito mais fácil se você tiver um diário de glicemia, também chamado de diário de monitorização glicêmica. Esse documento, que pode ser um pequeno caderno de anotações, um aplicativo para smartphone ou até uma planilha de Excel, permite que você registre um histórico da sua evolução e tenha maior controle sobre a doença.

Saiba agora em detalhes o que é um diário de glicemia e como usá-lo a seu favor!

 

Retomando conceitos: o que é glicemia?

Glicemia é o termo usado para definir a quantidade de glicose (açúcar) no sangue. A glicose, por sua vez, é um tipo de carboidrato extraído de vários alimentos, no momento da digestão e absorção de nutrientes pelo organismo.

Altas quantidades de glicose no organismo indicam diabetes, por isso é importante realizar o exame de hemoglobina glicada e, em caso de ser diagnosticado com a doença, fazer o acompanhamento sistemático da glicemia a fim de de facilitar o tratamento médico e nutricional e assegurar das atitudes a serem tomadas.

Para saber mais sobre o que é glicemia e como realizar o teste de glicemia capilar, confira o post Teste de glicemia: tudo o que você precisa saber!

 

E o diário de glicemia, para quê serve?

Além de ter uma rotina com horários predeterminados para fazer medição de glicose no sangue, você também precisa concentrar-se no seu histórico glicêmico: como estava seu nível de glicemia pela manhã? E após o almoço? E no jantar? E logo após a academia?

Manter todas essas informações registradas e com fácil acesso permite que você planeje melhor suas refeições, saiba quando é preciso aplicar insulina e quando é necessário corrigir uma hipoglicemia com ajuda de alimento ricos em açúcar.

Elas também mostram de forma clara e objetiva os efeitos de cada alimento ou ação do medicamento, permitindo que sua equipe médica determine com maior precisão a quantidade de insulina a ser aplicada.

É por essas, entre outras razões, que o diário de glicemia é um grande aliado dos pacientes com diabetes, assim como dos médicos e nutricionistas que fazem o acompanhamento desses pacientes.

 

Como usar seu diário glicêmico

Como comentamos no início deste post, o diário de glicemia pode ser feito de diversas formas: com um caderno, uma planilha ou mesmo um aplicativo mobile. O importante é que ele esteja sempre próximo a você e traga os campos essenciais a serem preenchidos:

  • dia e mês;
  • refeições (café da manhã, almoço, jantar e lanches)
  • glicemia antes da refeição e duas horas após a refeição.

Caso você seja orientado a medir a glicemia em outras situações, como antes e após a prática de atividades físicas, esse item também deve figurar no seu diário glicêmico. Por isso é importante definir as informações que devem ser acompanhadas juntamente com seu médico ou educador em diabetes.

 

Quando for consultar com seu médico, não esqueça de levar seu diário de glicemia, pois é a partir dele que o profissional definirá os próximos passos do seu tratamento. Questões como quantidade de insulina, adequações na alimentação e até a pontos relativos sobre atividades físicas podem ser definidas a partir das suas anotações.

 

Curioso para saber como fazer um diário de glicemia? Assine nossa newsletter e receba dicas práticas para um bom controle da diabetes diretamente no seu e-mail!

 

A contagem de carboidratos é uma prática nutricional muito importante para as pessoas que convivem com o diabetes, principalmente aquelas que fazem uso de insulina. Apesar de existirem diversas receitas para diabéticos na internet com informações nutricionais, é preciso ficar atento às informações nutricionais para manter os níveis glicêmicos sob controle.

Neste artigo você aprenderá o que é a contagem de carboidratos, quais alimentos devem ser contabilizados e, também, qual a relação dessa técnica com o controle glicêmico. Continue lendo e lembre-se de assinar nossa newsletter para receber novidades exclusivas direto em sua caixa de entrada!

 

O que é a contagem de carboidratos?

De maneira simplificada, a contagem de carboidratos é uma terapia nutricional onde cada grama de carboidrato (CHO) dos alimentos ingeridos é contabilizada para orientar de maneira mais precisa a terapia de insulina e manter os níveis de açúcar no sangue dentro da meta.

Essa técnica pode ser utilizada por qualquer pessoa que conviva com o diabetes, independentemente do tipo da doença. Todavia é fundamental contar com o suporte de um nutricionista especializado, uma vez que cada organismo reage de uma maneira diferente ao tratamento.

 

Quais alimentos devem ser contabilizados?

Antes mesmo de começar a contar os carboidratos dos alimentos é importante entender que nem tudo o que é ingerido deve ser contabilizado. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) oferece uma tabela de contagem de carboidratos completa em seu site, com centenas de itens que compõem a alimentação padrão dos brasileiros.

De maneira resumida você contará o carboidrato de alimentos como pães, biscoitos, cereais, massas, tubérculos, raízes, grãos, farinhas, legumes, leguminosas, frutas e sucos, leite e iogurtes, açúcar, mel e demais comidas ou bebidas que contenham açúcar.

Já os seguintes alimentos são alguns exemplos do que não deverá ser contabilizado em sua alimentação:

  • vegetais;
  • requeijão e manteiga ou margarina;
  • carnes de boi, aves e peixes e carne de porco;
  • ovos;
  • azeite e óleos vegetais;
  • maionese;
  • água;
  • café;
  • chá;
  • adoçantes dietéticos.

 

Como fazer a contagem de carboidratos?

Para fazer a contagem de carboidratos é importante ficar atento à informação nutricional presente nos rótulos dos alimentos. Normalmente elas aparecem com uma definição por porção e cabe ao paciente adequar essa informação à quantidade que será de fato ingerida.

Já no caso dos alimentos não industrializados você pode contar com o auxílio de uma tabela de contagem de carboidratos como a da SBD ou com o apoio de um nutricionista especializado a fim de saber exatamente quantos gramas de carboidrato cada alimento apresenta.

 

A relação da contagem com o controle glicêmico

Manter o nível de glicose no sangue dentro da meta é o objetivo principal das pessoas com diabetes. Isso porque a variação pode causar tanto um quadro de hipoglicemia (quando há pouca glicose nas células) quanto hiperglicemia (quando o nível de açúcar no sangue está acima do esperado). Essas situações causam desconforto e podem evoluir para complicações mais graves.

A contagem de carboidratos surge nesse contexto como uma importante ferramenta que, quando aliada a uma alimentação balanceada e à monitorização glicêmica (por meio do exame de “ponta de dedo”), permite uma maior precisão na administração de insulina.

 

A importância de contar com profissionais especializados

É muito comum encontrar informações na internet e, também, pessoas que se dizem capazes de auxiliar os pacientes com diabetes na contagem de carboidratos. Todavia é fundamental que você busque a orientação de um nutricionista especializado em diabetes para ajudá-lo nessa missão.

Isso é importante porque cada organismo responde ao tratamento de uma maneira e, além disso, sua meta glicêmica pode ser influenciada por fatores como idade, peso corporal e uso de medicamentos orais. Dessa forma, cada pessoa terá uma dieta específica e deverá acompanhar a evolução do tratamento para mantê-lo sempre eficiente.

 

No portal Viver Bem com Diabetes você encontra muitas informações, receitas para diabéticos e dicas para conviver bem com a doença. Assine a nossa newsletter e receba informações exclusivas direto em sua caixa de entrada!

 

Aqui no portal Viver bem com Diabetes falamos muito sobre os cinco pilares principais do cuidado com o diabetes: alimentação, medicamentos, prática de atividades físicas, monitorização glicêmica e educação em diabetes. Mas, para encontrar o equilíbrio também é fundamental cuidar do aspecto emocional!

Além de estar diretamente relacionado a questões químicas, como a produção de hormônios, o estresse também influencia no comportamento da pessoa, que pode apresentar hábitos negativos como tabagismo e alcoolismo. A prática de exercícios para diabéticos influencia na qualidade de vida e ajuda a controlar os sintomas de hiperglicemia, dentre muitos outros benefícios.

Continue lendo para conhecer 4 atividades físicas para diabéticos fundamentais no equilíbrio entre corpo e mente!

 

Antes de tudo, o que é estresse?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o estresse é uma resposta do corpo a “agentes estressores”. Eles podem ser diversos, como questões financeiras, conflitos pessoais ou a incapacidade de resolver alguma situação.

Quanto à relação com o diabetes, existem duas principais. A primeira é química, já que o estresse crônico aumenta a produção do hormônio cortisol que, dentre outros fatores, contribui para o aumento da gordura abdominal – uma das causas do diabetes.

Já a segunda faz relação aos hábitos. Estudos indicam que pessoas estressadas tendem a ter mais hábitos negativos, como a má alimentação, o tabagismo e o alcoolismo. Mas, a boa notícia é que é possível reverter esse quadro! Conheça algumas opções de exercícios que podem ajudá-lo nessa missão:

 

1. Yoga

O Yoga é uma técnica milenar que promove a respiração, flexibilidade, força muscular, dentre muitos outros benefícios. Seu objetivo principal é auxiliar o praticante a encontrar o equilíbrio entre corpo e mente através de técnicas de meditação, respiração e posturas específicas (denominadas ásanas).

Os benefícios diretos dessa atividade física para os diabéticos compreendem o relaxamento muscular (que melhora a circulação e aumenta a absorção de glicose), a redução da produção de hormônios nocivos (como cortisol e adrenalina) e a melhora de irrigação sanguínea em órgãos como o pâncreas e os rins.

 

2. Pilates

Outra boa sugestão de exercício para diabéticos que ajudam a diminuir e estresse e facilitar o controle glicêmico é o Pilates. A técnica, desenvolvida no século 19 por Joseph H. Pilates, visa fortalecer o corpo, corrigir a postura e facilitar a respiração, dentre muitos outros benefícios.

Esse fortalecimento auxilia na redução dos sintomas de hiperglicemia, já que aumenta o consumo calórico diário. Além disso, influencia positivamente a circulação sanguínea e ajuda a eliminar excessos de gordura corporal com exercícios localizados.

 

3. Dança

A dança pode ser uma importante aliada para pessoas com diabetes, principalmente quem não gosta muito de academia, já que alia benefícios físicos e psicológicos de maneira intuitiva e alegre. Existem diversos tipos, como o Zouk e o Sh’Bam, além de inúmeros tipos de dança de salão. Dançar também é uma excelente maneira de queimar calorias e perder peso.

 

4. Alongamento

Quando realizado com acompanhamento profissional, o alongamento traz diversos benefícios para a postura corporal, circulação do sangue e flexibilidade.

Além de auxiliar no alívio do estresse cotidiano, o exercício também contribui para amenizar os sintomas de hiperglicemia e auxiliar no controle glicêmico.

Vale ressaltar a importância de contar com um acompanhamento especializado de médicos, nutricionistas e educadores físicos independentemente da modalidade para determinar tanto os melhores exercícios para você quanto a carga ideal para sua realidade!

 

No portal Viver Bem com Diabetes você encontra diversas informações sobre alimentação, prática de atividades físicas para diabéticos, utilização do glicosímetro, dentre muitas outras noções importantes para quem deseja viver bem com a doença.

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Um hambúrguer de frango bem feito pode ser uma refeição muito saboroso. O segredo desse prato é equilibrar a carne magra, um cereal integral e pouca gordura para tornar a alimentação mais saudável.

Rendimento:

  • 6 porções – 90g

 

Ingredientes:

  • Peito de frango moído (sem pele) – 400g
  • 1 cebola média ralada – 50g
  • 1 ovo inteiro – 45g
  • 1⁄2 xícara (chá) cheia de farelo de aveia – 45g
  • Cheiro verde (salsinha e cebolinha) picado a gosto – 20g
  • 1 pitada de sal rosa – 3g

 

Modo de preparo:

  • Misture bem o frango moído, a cebola, o ovo, a aveia, o cheiro verde e o sal rosa;
  • Divida a massa em 6 porções iguais;
  • Modele os hambúrgueres e leve à geladeira por 30 minutos ou até firmar;
  • De preferência as preparações assadas ou grelhadas;
  • No caso do hambúrguer grelhado: Unte a grelha com um pouco de óleo vegetal (milho ou girassol) ou com óleo de coco;
  • Doure os hambúrgueres dos dois lados;
  • Sirva com pães integrais e salada de alface e tomate.

 

Dica:

  • Para ficar ainda mais saudável pode adicionar chia a preparação = 1 colher de sopa – 10g;
  • Lembre-se de hidratar a chia;
  • Não contém glúten!

 

Informações para contagem de carboidratos:

Hambúrguer caseiro de frango com aveia – 1 unidade-90g – 145Kcal – 5g CHO

 

Quer saber mais sobre hipoglicemia? Aproveite e confira o artigo completo em nosso portal.

A gelatina tem vários benefícios para saúde. É rica em colágeno, favorece a elasticidade da pele e a saúde de unhas e cabelos. Dá sensação de saciedade e dribla a vontade de comer doces, além de contribuir para perda de peso. Porém, as versões industrializadas não são tão interessantes assim, já que ostentam grandes quantidades de açúcar, corantes e conservantes. Por isso, uma boa opção é preparar a gelatina em casa a partir de suco de frutas e uma boa fonte de fibra.

 

Rendimento:

  • 12 porções – 60ml;

 

Ingredientes:

  • 2 pacotes de gelatina incolor em pó – 24g
  • 2 1⁄2 xícaras (chá) de suco de uva 100% integral (sem açúcar) – 500ml
  • 1 xícara (chá) de água fervendo – 200ml
  • 2 colheres (sopa) de semente de chia – 20g
  • 1 colher (sopa) de adoçante culinário em pó – 1,2g (opcional)

 

Modo de preparo:

  • Ferva os 200ml água;
  • Com 50ml de água quente, hidrate a semente de chia, até formar um gel;
  • No restante, dissolva os pacotes de gelatina incolor;
  • Acrescente o adoçante culinário e mexa bem;
  • Em seguida, acrescente o suco de uva integral gelado, sempre mexendo;
  • Despeje em potinhos individuais e leve à geladeira por cerca de 2 horas ou até endurecer.

 

Dica:

  • Para variar a receita pode usar suco natural de limão, suco concentrado de maracujá ou outros sabores a seu gosto.

 

Informações para contagem de carboidratos:

Gelatina caseira de uva diet: 1 potinho (60ml) – 41Kcal – 7g CHO

 

Quer saber mais sobre a relação entre bebidas e diabetes? Conheça o cardápio da diabetes: o que beber e o que não beber.