A variação dos níveis de glicose no sangue é uma das principais preocupações de quem convive com o diabetes mellitus. Tanto a hipoglicemia quanto a hiperglicemia podem ser diagnosticadas com um teste de glicemia capilar, também conhecido como “ponta de dedo”.  

Esses testes de diabetes têm como função apontar o nível de açúcar no sangue naquele momento, mas cabe à pessoa com diabetes tomar as medidas necessárias para controlar a situação. Continue lendo e entenda melhor como controlar tanto a hiperglicemia quanto a hipoglicemia!

 

O que é hiperglicemia?

A hiperglicemia é um quadro de excesso de açúcar no sangue, muito comum em quem convive com o diabetes mellitus, independentemente do tipo. Pode ser causado pelo excesso de alimentação, principalmente açúcares e pode, também, ser agravado pelo sedentarismo ou uso incorreto da medicação.

O quadro surge quando o valor da glicemia está acima de 200mg/dl em horários aleatórios. Porém, para um melhor controle glicêmico, cada médico determina uma meta, cujos valores podem variar desde 140mg/dl até 200mg/dl ou mais.

 

O que é hipoglicemia?

Ao contrário da anterior, a hipoglicemia é um quadro onde os níveis de açúcar no sangue estão muito abaixo do normal. Ele pode ser gerado pela falta de alimentação nos horários certos, exagero na prática de esportes e uso excessivo de insulina ou hipoglicemiantes.

O quadro se caracteriza por um valor de glicemia, a qualquer momento do dia, menor que 70mg/dl.

 

A importância do teste de glicemia

Os testes de diabetes são fundamentais para que a pessoa com diabetes acompanhe a situação atual da sua glicemia. Em alguns casos, realizar apenas um teste a cada três meses pode ser suficiente. Todavia, há casos onde são necessários até oito testes por dia.

Para saber exatamente qual o estado de evolução de sua doença e quantos testes são indicados para você é fundamental consultar um médico especialista. Ir a um nutricionista especializado também pode ser um importante diferencial para sua qualidade de vida, uma vez que a alimentação é peça-chave na manutenção de sua saúde.

 

Como controlar a hipoglicemia?

Os baixos níveis de glicose no sangue causam sintomas como cansaço, tremores, fraqueza, sonolência, suor excessivo e até mesmo desmaios. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mesmo com todos esses sintomas é importante confirmar o quadro de hipoglicemia realizando um teste de glicemia com o medidor de glicose.

Uma vez confirmado por valores abaixo de 70mg/dl é fundamental ingerir ao menos 15g de carboidratos de rápida absorção e ricos em açúcar para uma melhora quase que imediata. Um copo pequeno (150 ml) de refrigerante comum (não dietético), três balas moles (caramelo ou de frutas) ou uma colher de sopa de açúcar diluída em ½ copo d’água são boas opções para resolver o problema momentaneamente.

É importante lembrar que após a ingestão das 15g que citamos acima o paciente deve realizar novamente o teste de “ponta de dedo”, para confirmar que a hipoglicemia foi realmente tratada. Além disso, para a correção ser mais efetiva é recomendado antecipar a próxima refeição ou fazer um lanche leve.

Mas, atenção! Caso você esteja auxiliando outra pessoa com diabetes que apresente esse quadro é muito importante não oferecer alimentos sólidos ou líquidos caso ela esteja semiconsciente ou inconsciente. O alimento pode ser aspirado e acabar nos pulmões.

Nesses casos o ideal é buscar auxílio médico imediatamente, direcionando a pessoa para o pronto socorro mais próximo o mais rápido possível, já que o quadro pode se desenvolver para coma e até mesmo óbito.

 

Como controlar a hiperglicemia

Essa é uma situação ainda mais comum na vida de pessoas que convivem com o diabetes mellitus. Controlar a hiperglicemia pode variar de acordo com o tipo de diabetes, com a medicação e, também, com os hábitos alimentares e de prática de exercícios de cada indivíduo.

Caso você sinta muita vontade de urinar, sede constante e o teste de ponta de dedo aponte um valor superior a 200mg/dl é importante agir rapidamente.

A correção da hiperglicemia varia de acordo com cada caso e com o tipo de medicamento utilizado no tratamento. Os pacientes em insulinoterapia devem fazer uma aplicação de insulina de correção segundo prescrição médica. Independentemente, todos devem beber bastante água e comunicar a situação ao médico o quanto antes.

A prática de atividade física é uma boa opção para ajudar a diminuir a glicose no sangue. Entretanto, é importante atentar às recomendações para essa prática, uma vez que hiperglicemias com valores acima de 240mg/dl favorecem a produção de cetonas pelo organismo e o quadro pode evoluir para uma complicação mais grave como a cetoacidose diabética.

No caso de dúvidas, procure o médico para avalizar a terapia medicamentosa e um nutricionista para adequar a alimentação. O educador físico também é importante para auxiliar nos exercícios.

 

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Uma das dúvidas mais comuns entre as pessoas que convivem com essa doença é se a diabetes tem cura. Esse questionamento ficou ainda mais intenso com a popularização de vídeos e notícias, amplamente compartilhadas nas redes sociais, sobre uma possível vacina contra diabetes tipo 1.

Apesar de o estudo para a criação de uma vacina de cura do diabetes realmente existir, ainda não existe conclusão das pesquisas e muito menos um prazo para sua comercialização. Por isso é seguro dizer que, infelizmente, essa é uma notícia falsa — ao menos por enquanto. Continue lendo para entender melhor o que diz o estudo sobre essa potencial solução para a diabetes.

 

Diabetes tem cura?

Vamos começar este texto desmistificando um boato que vem ganhando força nas redes sociais. Tanto a diabetes tipo 1 quanto a diabetes tipo 2 não possuem cura ou vacina, mas tratamento e controle. Ou seja, quem possui algum desses tipos da doença deverá aprender a conviver bem com ela.

Apesar de essa resposta ser negativa, a adoção de hábitos benéficos para a saúde, como a prática de exercícios e uma alimentação saudável, podem garantir uma vida tranquila para as pessoas com diabetes. Além disso, também é fundamental contar com o acompanhamento médico e nutricional.

 

Vacina para diabetes tipo 1

Apesar de a notícia sobre a comercialização de uma vacina para diabetes tipo 1 ser falsa, realmente existe um estudo para desenvolvimento de uma potencial cura para a doença. A responsável pelo estudo é a Dra. Denise Faustman, diretora do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Após vinte anos de desenvolvimento o estudo finalmente foi aprovado para a segunda fase de testes pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão americano responsável pela regulação de medicamentos e alimentos. Essa aprovação representa uma grande esperança para as pessoas com diabetes em todo mundo.

 

Mas, e como funcionaria essa vacina?

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo ataca as “células beta” do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina e, com o tempo, o organismo para de produzir esse hormônio.

Por isso as aplicações de insulina são tão importantes para quem convive com essa doença, uma vez que sem ela o corpo não consegue transformar os alimentos em energia.

Nos primeiros testes realizados o tratamento não só ajudou a eliminar as células T defeituosas que erroneamente atacam e destroem as células beta produtoras de insulina do pâncreas, como também restaurou temporariamente a capacidade do pâncreas de produzir pequenas quantidades de insulina.

 

Quando a vacina estará disponível para o público?

Ainda não existe um prazo para que o medicamento esteja disponível para o público, principalmente no Brasil. Após a aprovação dos testes ainda é preciso comprovar a eficiência do método, conseguir todas as aprovações internacionais e, por fim, um laboratório que assuma o projeto comercial.

Justamente por isso é muito importante que você ajude a compartilhar as informações corretas para acabar de vez com esse boato! Envie este artigo para seus amigos e compartilhe nas redes sociais!

 

Apesar de a diabetes ainda não ter cura é plenamente possível conviver bem com a doença. Assine nossa newsletter e receba dicas valiosas para melhorar sua qualidade de vida, independentemente se você convive com a diabetes tipo 1, diabetes tipo 2!

Receita deliciosa de risoto de arroz integral com uva-passa, maça e queijo polenguinho. Você pode preparar um jantar especial para família ou amigos. Acompanha a informação da contagem de carboidratos.

 

Rendimento:

  • 8 porções – 85g;

 

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de arroz  integral – 195g
  • 4 xícaras (chá) de água fervente – 800ml
  • 1⁄2 xícara (chá) de leite desnatado – 100ml
  • 1 colher (sopa) de óleo vegetal milho/girassol – 8ml
  • 1 maça média picada em cubinhos – 120g
  • 3 colheres (sopa) de cenoura ralada – 45g
  • 3 colheres (sopa) de salsinha picada – 24g
  • 3 colheres (sopa) de uva-passa – 54g
  • 2 cubinhos de queijo polenguinho light – 24g
  • 1 colher (café) de sal – 3g

 

Modo de preparo:

  • Em uma panela refogue o arroz com o óleo;
  • Depois, acrescente a água e o sal. Deixe cozinhar;
  • Quando estiver quase seco, coloque a cenoura, a salsinha, a uva-passa, maça picada, o polenguinho e, por fim, o leite;
  • Misture bem e deixe secar por mais 5 minutos com a panela tampada;
  • Sirva logo em seguida.

 

Informações para contagem de carboidratos:

Risoto de Arroz Integral: 1 colher de servir (85g) – 95Kcal – 16g CHO

 

Quer aprender a fazer um delicioso bolo sem adição de açúcar? Confira a nossa receita: bolo de amendoim diet de liquidificador.

Receita de bolo de amendoim diet feito no liquidificador. É fácil e rápido de fazer! Acompanha a informação da contagem de carboidratos no final para facilitar o seu controle.

 

Rendimento: 

  • 12 porções – 55g; 

 

Ingredientes: 

  • 2 xícaras (chá) de amendoim sem casca e moído – 120g
  • 1 xícara (chá) de adoçante culinário para forno e fogão – 90g
  • 5 ovos inteiros – 225g
  • 1 colher (sopa) de fermento químico em pó – 10g

 

Modo de preparo:

  • No liquidificador, bata os ovos inteiros e o adoçante até que dobrem o volume e misturarem bem;
  • Acrescente o amendoim moído e bata até formar uma massa;
  • No final, coloque o fermento e misture com uma colher;
  • Coloque a massa em uma forma untada e leve para assar em forno alto (210°c), pré-aquecido, por cerca de 30 minutos ou até que esteja assado. Faça o teste do palito para certificar que está pronto.

 

Dica:

  • Se preferir, no lugar do amendoim inteiro, pode substituir por farinha de amendoim já pronta.

 

Informações para contagem de carboidratos:

Bolo de amendoim diet: 1 fatia (55g) – 132Kcal – 10g de CHO

 

Quer aprender mais sobre como monitorar sua glicemia? Conheça algumas dicas para não errar no controle.

Casos de diabetes são cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes, é o que aponta um estudo recente da SEARCH for Diabetes in Youth. Por isso, pais e familiares devem estar bem informados desde os sinais de diabetes até como é a vida e o tratamento daqueles que têm a doença.

A informação é uma poderosa aliada para a prevenção, diagnóstico e tratamento dos sintomas da diabete infantil, permitindo que esses jovens cresçam com saúde, disposição e mantenham a sua qualidade de vida sempre.

Pensando nisso, desenvolvemos este guia com tudo o que você precisa saber sobre a diabetes, aprender a identificar sintomas, sinais e conhecer os caminhos para garantir que a doença não se transforme em um problema. Acompanhe!

 

A diabetes infantil no Brasil

Segundo informações da Federação Internacional de Diabetes, o Brasil é o terceiro país do mundo (atrás dos EUA e da Índia) com mais casos de diabetes tipo 1 entre os jovens (pessoas com idade inferior a 20 anos).

A diabetes mellitus tipo 1 está associada a fatores genéticos que comprometem o funcionamento das células beta do pâncreas, afetando a capacidade do organismo em produzir insulina e controlar os níveis de glicose no sangue.

Essa é a condição mais comum entre as crianças e os adolescentes. Porém, casos da diabetes tipo 2 — condição comumente ocasionada por fatores como a obesidade, o sedentarismo e a maus hábitos alimentares — está se tornando mais frequente em indivíduos jovens.

Não sem motivo, a Organização Mundial da Saúde tem se mobilizado para alertar para o crescimento dos índices de obesidade infantil no Brasil e no mundo, apresentando diretrizes para combater o problema que, dentre outras complicações, pode levar ao surgimento do diabetes.

 

Os sintomas de diabetes em crianças e adolescentes

Crianças nem sempre conseguem perceber e comunicar desconfortos ou alterações que possam representar sinais de diabetes, enquanto alguns adolescentes escondem problemas por não quererem demonstrar algum tipo de fraqueza ou simplesmente por desconhecer sua relevância.

Assim, é importante que os pais ou responsáveis estejam atentos aos sinais e sintomas de diabetes em crianças e adolescentes para, então, buscar orientação médica.

Os principais sintomas da diabete infantil são:

  • aumento da sede e da frequência das idas ao banheiro para urinar ― o excesso de glicose na corrente sanguínea causa a retirada de líquidos dos tecidos, provando mais sede e mais vontade de urinar;
  • problemas de visão ― a perda de líquidos também afeta os olhos, podendo deixar a visão mais embaçada;
  • aumento incomum da fome ― sem insulina suficiente, a glicose não é devidamente transportada pelo organismo, ocasionando queda da energia e provando mais fome;
  • alteração do peso ― crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 tendem emagrecer mesmo comendo mais em razão do desequilíbrio causado pela falta de glicose e energia enquanto o ganho de peso está diretamente associado à ocorrência de diabetes tipo 2;
  • aumento do cansaço e da irritabilidade ― a falta de energia afeta a disposição e o humor;
  • infecções mais frequentes e cicatrizações mais lentas ― a resistência do organismo, assim como sua capacidade de cura são afetadas pela diabetes.

 

Os testes e o diagnóstico da diabetes infantil

Uma vez reconhecidos os sintomas de diabetes em crianças e adolescentes ― e vale ressaltar que o indivíduo não precisa apresentar todos os sinais de diabetes que foram listados anteriormente ― é importante procurar atendimento médico para a realização de testes que confirmem ou não o diagnóstico e direcionem para o tratamento correto.

Os testes para detectar a diabetes são feitos por meio da coleta de sangue. Em laboratório, podem ser realizados o exame de sangue em jejum e o de hemoglobina glicada para que sejam conhecidos os níveis de glicose e alterações relacionadas à produção ou uso da insulina pelo organismo.

Ainda, o teste de tolerância à glicose pode ser feito para um diagnóstico mais preciso, sobretudo quando os resultados do exame em jejum apontam alterações.

Os resultados devem ser sempre analisados pelo profissional da medicina responsável por acompanhar a criança ou adolescente, garantindo a interpretação correta. Quanto mais cedo o diabetes for diagnosticado, maiores as chances de ter eficácia no controle da doença e evitar complicações futuras.

 

Tratamento e controle da diabetes infantil

Uma vez que os testes comprovem que os sintomas da diabete infantil estão, de fato, relacionados à doença, o médico vai orientar o tratamento de acordo com o tipo da diabetes e com as características de cada criança ou adolescente.

Em alguns casos, o tratamento e controle da diabetes infantil envolve o uso de medicamentos, enquanto outros demandam uma poderosa mudança de hábitos. Em comum, está a necessidade de manter o acompanhamento médico e de uma equipe multidisciplinar (nutricionista, educador em diabetes, enfermeiro, psicóloga) frequente para assegurar a conquista dos melhores resultados.

 

Insulina e outros medicamentos

A aplicação de injeções de insulina e o uso de medicamentos orais costumam ser a preocupação mais comum dos pais e responsáveis de jovens diagnosticados com diabetes.

O tratamento com insulina geralmente só é indicado para aqueles que possuem diabetes tipo 1, sendo a frequência das aplicações e a necessidade de outros medicamentos condicionadas à avaliação e orientação médica.

 

Alimentação e atividade física

A disponibilidade de fast foods e do tempo junto a aparelhos eletrônicos favorece o aumento do consumo de alimentos ricos em gordura e açúcares e a diminuição da prática de atividades físicas. Um cenário que está diretamente relacionado ao aumento dos casos de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes.

É fundamental manter uma alimentação balanceada e diversificada. Deve-se equilibrar o consumo de proteínas, carboidratos e gorduras, sem necessidade de restrições. Com o tempo o paciente e sua família aprendem como cada alimento interfere na glicemia e qual a melhor forma de serem consumidos.

A reeducação alimentar e a busca por atividades físicas para combater o sedentarismo podem ser considerados tratamentos para prevenir ou controlar a diabetes tipo 2, uma vez que a tipo 1 é uma doença de origem autoimune.

Porém, vale ressaltar que investir em uma vida mais saudável também traz resultados globais positivos que favorecem o tratamento daqueles que possuem diabetes tipo 1.

 

A vida de crianças e adolescentes com diabetes

Após o diagnóstico do diabetes, muitos pais temem que seus filhos jamais terão uma vida normal como as outras crianças, pelo fato de terem restrições alimentares e necessitares de múltiplas aplicações de insulina ao longo do dia, como no caso do diabetes tipo 1.

Felizmente, a vida de crianças e adolescentes com diabetes não é dramática como parece. Caso seja mantido um bom controle de glicemia, o jovem com diabetes pode manter padrões normais de vida, tal como outras crianças da mesma idade (a nível educacional, profissional e social). Os cuidados com alimentação balanceada e a prática de atividade física são fundamentais para uma vida mais saudável.

Até mesmo o tratamento daqueles que precisam da insulina já é mais simples e indolor em razão de novas tecnologias como o lancetador (que faz um rápido furinho do dedo) e o medidor de glicose portátil.

Caso você detecte sinais de diabetes em alguma criança ou adolescente, busque apoio profissional na certeza de que o diagnóstico precoce e o devido acompanhamento são garantia de uma vida saudável e sem complicações.

 

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Revisado por Camila Cialdini Faria – Educadora em diabetes

Se você convive com o diabetes mellitus é muito provável que já tenha ouvido falar nos termos “teste de glicemia”, “hiperglicemia” e “hipoglicemia”. Eles fazem referência aos níveis de glicose no sangue da pessoa com diabetes e, principalmente no caso da diabetes tipo 1, suas medições são fundamentais para um controle efetivo dessa doença.

No artigo de hoje explicaremos o que é a hipoglicemia, quais são suas principais causas e, também, como evitá-la. Continue lendo e lembre-se de assinar nossa newsletter para receber importantes conteúdos e dicas direto em sua caixa de entrada!

 

O que é hipoglicemia?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a hipoglicemia caracteriza-se pela baixa concentração de glicose no sangue, onde os níveis caem para valores abaixo do normal. Normalmente as pessoas que apresentam os sintomas (listados logo abaixo) estão com os níveis glicêmicos abaixo de 70 mg/dl.

A hipoglicemia e seus sintomas também podem ocorrer com níveis acima de 70 mg/dl. Isso acontece quando há um quadro crônico de hiperglicemia seguido por uma queda brusca na quantidade de açúcar no sangue. Nesses casos é fundamental buscar auxílio médico para revisar o planejamento de controle do diabetes mellitus.

 

Quando ocorre a hipoglicemia?

O quadro de hipoglicemia normalmente é ocasionado por um desses quatro fatores principais:

  • falta de alimentação nos horários determinados;
  • tempo prolongado em jejum (mais de 4 horas se comer);
  • ingestão excessiva de bebidas alcoólicas;
  • consumo inadequado de carboidratos;
  • excesso de exercícios físicos;
  • aplicação de doses elevadas de insulina (ou erro de aplicação, por exemplo, mudança do local);
  • ingestão de medicamentos (hipoglicemiantes orais).

Justamente por ser ocasionada por diferentes fatores é fundamental que você acompanhe os níveis de açúcar no sangue com frequência por meio dos testes de glicemia. Caso não seja possível fazê-lo é muito importante que você fique atento aos sintomas.

 

Quais os principais sintomas da hipoglicemia?

A maioria das pessoas com diabetes conhece bem os sintomas da falta de glicose no sangue. Eles podem aparecer com maior ou menor intensidade, dependendo do paciente e dos níveis de açúcar. Dentre os principais podemos listar:

  • excesso de suor e calafrios;
  • sonolência;
  • fraqueza muscular;
  • ansiedade e irritabilidade
  • dor de cabeça e até confusão mental;
  • tontura;
  • palpitações no coração (bate mais rápido que o normal);
  • tremores;
  • visão dupla ou turva;
  • fome súbita ou náuseas.

A glicose é a principal fonte de energia do nosso cérebro e, em alguns casos mais graves de hipoglicemia, a falta de açúcar no sangue pode  causar convulsões e até mesmo perda de consciência.

Existem casos específicos, como na “não percepção de hipoglicemia”, onde os sintomas não são aparentes. É possível, por exemplo, que uma pessoa com diabetes apresente quadro de hipoglicemia durante a noite e não acorde a tempo de tomar uma atitude. Essas hipoglicemias são chamadas de hipoglicemia assintomática e hipoglicemia noturna.

 

Como tratar a hipoglicemia?

Existem duas possibilidades para tratamento da hipoglicemia e elas variam de acordo com o estado de consciência do paciente e com sua gravidade:

 

Caso a pessoa esteja consciente

Quando a pessoa está consciente o tratamento para a hipoglicemia é mais simples. Confirme a condição realizando um teste de diabetes (ponta de dedo). Caso confirme o nível abaixo de 70 mg/dl é importante administrar cerca de 15g de carboidrato simples de rápida absorção, que pode ser obtido por meio de:

  • 1 colher de sopa rasa de açúcar com água; ou
  • 1 colher de sopa de mel; ou
  • 150 ml de refrigerante não dietético (1 copo pequeno); ou
  • 150 ml de suco de laranja (1 copo pequeno); ou
  • 3 balas moles de caramelo frutas de fácil mastigação.

Vale ressaltar que, 15 minutos após o consumo do carboidrato, é fundamental que o paciente meça novamente a glicemia para confirmar não está mais com hipoglicemia.

 

Caso a pessoa esteja inconsciente ou semiconsciente

Antes de tudo é preciso informar que não se deve corrigir a hipoglicemia com doce leite ou condensado, barra de cereais ou chocolate. Alimentos ricos em gorduras, proteínas e fibras retardam a absorção do açúcar.

É muito importante não oferecer alimentos, uma vez que o estado limitado de consciência pode fazer com que os líquidos ou sólidos sejam aspirados para o pulmão, complicando a situação. O ideal é aplicar glucagon, um hormônio que atua de maneira contrária à insulina, aumentando a glicose no sangue.

Você também pode tentar colocar um pouco de açúcar nas mucosas das bochechas e gengivas, para que absorva um pouco de glicose. De qualquer maneira, o melhor é sempre chamar socorro médico o mais rápido possível.

 

A hipoglicemia é um quadro comum na vida de quem convive com o diabetes mellitus, por isso é importante estar preparado. Sendo assim, aproveite e saiba qual é a taxa ideal de glicose para você!

 

 

Revisado por Camila Cialdini Faria – Educadora em diabetes

A hiperglicemia é uma condição facilmente detectada com um teste de diabetes, seja ele laboratorial ou de ponta de dedo. Ela ocorre quando há pouca ou nenhuma insulina no sangue, quadro comum em quem convive com os diabetes tipo 2, tipo 1 e gestacional.

Fatores como abusos alimentares, sedentarismo e estresse, que também são causas do diabetes tipo 2, podem acarretar em um aumento dos níveis de glicose no sangue. Isso pode ou não gerar sintomas como fraqueza muscular, fadiga e até mesmo desmaios.

Continue lendo para entender melhor o que é, quando ocorre e como tratar a hiperglicemia!

 

O que é hiperglicemia?

Hiperglicemia é o excesso de glicose (açúcar) no sangue. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes esse quadro geralmente é acompanhado pelo aumento da sede do indivíduo, uma vez que o corpo precisa de água para diluir o excesso de glicose no sangue. A urina é a única forma de eliminá-la do corpo, o que causa uma vontade ainda maior de ir ao banheiro para urinar.

Os testes de diabetes, como por exemplo o teste de glicemia capilar, são fundamentais para acompanhar os níveis de glicose e agir rapidamente caso seja detectada a hiperglicemia.

Normalmente quando o resultado de uma medida aponta um valor acima de 200 mg/dl é identificado um quadro hiperglicêmico no paciente com diabetes. Em pessoas que ainda não têm diabetes esse valor pode indicar o diagnóstico da doença, que deve sempre ser confirmada por um médico.

Vale ressaltar que, para cada tratamento ou paciente, o valor de hiperglicemia varia de acordo com a prescrição do médico especialista.

 

O que causa a hiperglicemia?

Esse cenário dos níveis de glicose altos pode ser causado por uma série de fatores. Dentre os mais comuns estão a ingestão exagerada de alimentos fonte de carboidratos e outros açúcares, além da redução ou falta de exercícios físicos.

Existem outras situações que contribuem para o aumento anormal do nível de glicose no sangue da pessoa com diabetes causando um quadro de hiperglicemia. São eles:

  • Alteração de medicamentos ou esquecimento do uso;
  • Erro na administração de insulina – dose ou aplicação;
  • Ocorrência de gripe, inflamações ou outras doenças;
  • Problemas de cicatrização de feridas ou pós-cirúrgicos:
  • Aumento do estresse emocional;
  • Uso de medicamentos – corticoide e anfetaminas.

 

Quais os principais sintomas?

Os sintomas da hiperglicemia são, em sua maioria, comuns às causas do diabetes. Isso faz do quadro um importante fator de detecção da doença em pessoas que ainda não foram diagnosticadas. Mas, caso apareçam em quem já detectou a doença é preciso agir rapidamente.

Dentre os principais sintomas estão:

  • idas frequentes ao banheiro para urinar;
  • dor de cabeça;
  • boca seca;
  • sentir mais sede que o normal;
  • sentir muita fome, mesmo após as refeições;
  • cansaço extremo;
  • visão turva ou embaçada;
  • cicatrização mais lenta de cortes e machucados.

Além destes também é preciso atentar para a perda de peso, mais comum no caso de pessoas com diabetes que convivem com o tipo 1 da doença e o formigamento de mãos e pés nos casos de diabetes tipo 2. Lembre-se sempre de consultar um médico especializado caso apresente algum desses sintomas.

 

Como tratar a hiperglicemia?

Três fatores são fundamentais no tratamento e prevenção da hiperglicemia: alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e monitoração glicêmica. O acompanhamento das glicemias é feito através dos testes de glicose, que apontam os níveis de açúcar no sangue e permitem a tomada de decisão mais rápida e assertiva.

Já a prática de exercícios também é fundamental para a diminuição das taxas de açúcar no sangue, todavia é necessário que um médico avalie sua condição e junto a um educador físico recomende o exercício ideal para você. Isso porque, em alguns casos, a prática de exercícios pode ser prejudicial para a sua condição.

As pessoas com diabetes precisam ter cuidados especiais com sua alimentação. O ideal é manter hábitos saudáveis, como fracionar as refeições, optar por carboidratos integrais, evitar o consumo açúcar e seus derivados. Tudo isso ajuda a controlar a glicemia. Caso tenha dificuldades em adaptar sua alimentação, é recomendado buscar ajuda de um nutricionista especializado.

 

No blog Viver Bem com Diabetes você encontra mais informações sobre as causas do diabetes, os tipos da doença e, também, importantes dicas para manter uma boa qualidade de vida após o diagnóstico. Assine nossa newsletter e receba as novidades direto em sua caixa de entrada!

 

 

Revisado por Camila Cialdini Faria – Educadora em diabetes