A diabetes mellitus é uma complicação clínica que acomete mais de 16 milhões de brasileiros, nada menos do que 8,1% da população nacional, segundo um relatório da OMS. Este transtorno de origem metabólica é caracterizado por uma grave hiperglicemia (alta concentração de glicose no sangue).

Neste artigo, você vai saber quais sinais e sintomas podem indicar a diabetes e como lidar com cada um deles. Boa leitura!

 

Características e sintomas da diabetes tipo 1

Este tipo de diabetes tem origem no sistema imunológico, quando o corpo ataca, por engano, as células pancreáticas, o que tem como causa direta a destruição das células responsáveis pela produção de insulina.

A consequência direta da falta deste hormônio é o aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea, com resultados prejudiciais para o organismo, como insuficiência renal ou problemas na visão.

Entre os principais sintomas da diabetes tipo 1, figuram:

  • Frequente vontade de urinar;
  • Fome e sede intensificadas;
  • Perda de peso sem motivos aparentes;
  • Forte odor no hálito;

 

O mais comum é que esta variedade seja acusada ainda na infância ou mesmo na adolescência, quando ocorre a alteração do sistema imunológico. Após o momento do diagnóstico o tratamento tem início com múltiplas injeções de insulina ao dia.

Em paralelo, o paciente deve manter uma dieta balanceada e saudável, seguindo orientações médicas e nutricionais. A atividade física regular também é fundamental, já que contribui para manter o índice glicêmico controlado e o metabolismo ativo e funcional.

 

Características e sintomas da diabete tipo 2

A diabetes tipo 2 é a variação mais comum encontrada e tem suas causas tanto em fatores genéticos como nos hábitos de nossas vidas. Neste caso, o consumo de açúcar em excesso, como também de alimentos gordurosos, a falta de exercício, a obesidade ou peso acima do indicado são fatores que podem ocasionar distúrbios na produção de insulina e em sua ação no metabolismo.

Como é um tipo de diabetes mellitus que se desenvolve ao longo da vida, é comum ser diagnosticado a partir dos 40 anos. A diabetes tipo 2 é perigosa porque não apresenta sintomas em seu estágio inicial. Mesmo assim, quando o estado é mais avançado, e sem que o paciente tente identificar e tratar o distúrbio, pode apresentar os sintomas a seguir:

  • Sede intensa;
  • Fome aumentada;
  • Vontade frequente de urinar;
  • Dificuldades de cicatrização, até mesmo nas feridas mais simples e superficiais;
  • Distúrbios na vista, como visão turva;
  • Cansaço constante;
  • Sensação de formigamento, principalmente nas pernas.

 

A diabetes tipo 2 passa por uma fase chamada de pré-diabetes, que pode prolongar-se por meses ou até mesmo por anos. Um dos problemas é a falta de acompanhamento e exames de rotina, que poderiam indicar a alta da glicose no sangue, em níveis acima do normal, mas não alarmantes.

Agora que você leu nosso artigo, ficou mais claro quais são os sintomas que podem indicar diabetes e quais são as características de cada tipo de diabetes.

Aqui no Viver bem com Diabetes você encontra informações para ter uma rotina mais saudável e conviver com restrições sem perder qualidade de vida! 

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Um dos maiores desafios de quem convive com o diabetes é manter uma taxa de glicose ideal. Hábitos como a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável fazem a diferença, mas, para não tomar decisões erradas durante o tratamento é preciso acompanhar os níveis de açúcar no sangue.

Ferramentas como o glicosímetro, a lanceta e as tiras reagentes se fazem fundamentais nesse contexto. Continue lendo e entenda como é medida a glicose, a importância do acompanhamento e, claro, a taxa de glicose ideal para cada caso.

 

Como é medida a glicose?

Teste de hemoglobina glicada (A1C)

Existem dois exames principais voltados para o acompanhamento e controle da glicose. O primeiro é realizado em laboratórios e denominado teste da hemoglobina glicada (A1C). Esse exame é utilizado tanto para acompanhamento quanto para a confirmação do diagnóstico de diabetes e pré-diabetes.

Através de uma amostra de sangue é possível determinar uma média da glicemia no sangue nos últimos três meses. O resultado é apresentado em porcentagem de hemoglobina ligada à glicose, onde taxas entre 5,7% e 6,4% indicam pré-diabetes e igual ou superior a 6,5% indicam diabetes. Pessoas saudáveis apresentam taxas de até 5,6%.

O teste deve ser realizado a cada três meses caso os resultados apresentem algum risco e a cada seis meses caso o diabetes esteja controlado.

 

Teste de Glicosímetro

Em alguns casos de diabetes é preciso acompanhar diariamente a variação da glicemia no sangue. Isso porque o organismo pode apresentar picos de hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) e hipoglicemia (falta de açúcar no sangue), de acordo com a medicação, a alimentação, a prática de exercícios físicos e outros fatores externos.

Nessas situações é imprescindível que o a pessoa com diabetes tenha sempre com ela os equipamentos necessários para realizar as medições: lanceta, fitas de medição, o lancetador e o medidor de glicose, também conhecido como glicosímetro. Com eles e uma pequena amostra de sangue é possível tomar as melhores decisões na hora certa.

 

As taxas ideais de glicose

Para saber as suas taxas ideais de glicose, antes e após as refeições, é fundamental que você busque acompanhamento médico. Isso porque cada organismo tem suas peculiaridades e o que é verdade para a maioria dos pacientes pode não ser para você.

Apesar da importância de se considerar essa individualidade, existem determinados padrões considerados na maioria dos casos. A unidade de medida são os miligramas de açúcar por decilitro de sangue, representada pela sigla mg/dL. Confira alguns desses padrões:

Hipoglicemia

Quando o nível de glicose do sangue é menor que 70 mg/dL (com o paciente em jejum ou duas horas após a refeição) evidencia-se um quadro de hipoglicemia. Isso pode ser causado por falta de alimentação, excesso de exercícios e erro de medicação. Esse quadro pode causar sintomas como fraqueza, visão embaçada, tremedeira, suor excessivo, risco de desmaio e até coma.

 Hiperglicemia

A hiperglicemia é detectada quando os níveis de glicose no sangue ultrapassam 110 mg/dL em jejum ou 140 mg/dL duas horas após uma refeição, durante o processo de diagnóstico. Pacientes que já foram diagnosticados têm essas taxas definidas pelo médico.

Vale lembrar que, em qualquer horário do dia, o valor de 200 mg/dl para pessoas com diabetes é considerado hiperglicemia.

As potenciais causas são excesso de alimentação, estresse causado por fatores externos e doses incorretas de insulina. O quadro pode causar diversos sintomas, inclusive desmaios inesperados, menos comum que no tipo 1.

 

Utilizar o glicosímetro, as lancetas e tiras de medição para manter os níveis de glicose sob controle é uma prática fundamental para quem deseja viver bem com diabetes. Uma boa dica é você fazer um diário de glicemias, onde anotará a glicose em diferentes horários e ajudará o seu médico e nutricionista a nas decisões para melhorar o seu tratamento.

 

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Revisado por Camila Cialdini Faria – Educadora em diabetes

Quem convive com diabetes deve saber que fatores externos como a prática de exercícios, alimentação e até mesmo o estresse cotidiano influenciam nos níveis de açúcar no sangue. Para acompanhar essa variação e tomar as melhores decisões é necessário ter um medidor de glicose, ou glicosímetro.

Existem diversos aparelhos de glicemia no mercado, cada um com suas características, pontos positivos e negativos. Continue lendo para entender quais cuidados você deve tomar e o que deve observar na hora de escolher o seu medidor de glicose!

 

O que é o medidor de glicose?

Medidores de glicemia são pequenos aparelhos que funcionam como parte de um “kit” para medição capilar dos níveis de glicose no sangue. Além deles, as lancetas, utilizadas para perfurar o dedo, e as fitas reagentes, onde são depositadas as amostras de sangue, também fazem parte da rotina de quem tem diabetes.

Esse acompanhamento pode ser feito por todos os pacientes, mas é indicado principalmente para quem utiliza insulina. A quantidade de medições realizadas em um dia varia de acordo com orientação médica, bem como se elas serão feitas antes ou após as refeições.

 

Como funciona o teste de “ponta de dedo”?

O teste é rápido e muito eficaz. Basta fazer um pequeno furo na ponta de um dos dedos com a lanceta, inserir a fita de medição no glicosímetro e, em seguida, depositar nela a gota de sangue. É importante seguir essa ordem de ação para obter os resultados mais confiáveis.

Algumas dicas são fundamentais para não correr o risco de contaminar sua amostra, como lavar e secar bem as mãos antes de fazer o teste e ter certeza de que não possui resquícios de comida, sabão ou álcool nos dedos. Essas substâncias podem interferir nos resultados.

 

Mas, como escolher o melhor glicosímetro?

Separamos algumas características que você deve observar na hora de escolher o melhor medidor de glicose, confira:

  • Certificação da Anvisa: esse é o órgão responsável por aprovar ou não os medidores, fitas reagentes e lancetas. Tenha certeza de que o seu é aprovado;
  • Inmetro: confira se o órgão de defesa dos consumidores já testou a marca que deseja comprar e compare os resultados com outras opções disponíveis;
  • Codificação e chip: alguns dispositivos requerem um chip ou codificação específica para mostrar os resultados. Os medidores mais modernos dispensam esse passo, facilitando muito o uso cotidiano;
  • Valores e disponibilidade: observe se a marca é fácil de encontrar e se os valores são acessíveis, principalmente para quem precisa fazer diversas medições ao dia;
  • Memória de resultados: existem opções no mercado que guardam na memória um determinado número de resultados. Isso é importante para discutir sua situação com médicos e nutricionistas;
  • Qualidade das fitas: algumas fitas de medição possuem até mesmo traços de ouro em sua composição, contribuindo para a qualidade dos resultados. Opte sempre pela melhor qualidade!

Os medidores de glicose fazem parte da rotina das pessoas com diabetes. É por meio dos resultados obtidos nesses aparelhos que você poderá tomar decisões mais adequadas para o seu momento, como a correção de uma hipoglicemia ou então a redução da glicose com aplicações de insulina.

 

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A diabetes gestacional ocorre em mulheres grávidas que nunca tiveram diabetes antes, mas que apresentam níveis elevados de glicose no sangue durante a gravidez. Assim como nos outros tipos de diabetes, esse também exige acompanhamento dos níveis de açúcar (glicemia) por meio de um glicosímetro.

Apesar de não saber precisar exatamente os motivos que levam uma futura mamãe a apresentar esse quadro, os cientistas suspeitam de algumas causas específicas. Continue lendo para entender o que é diabetes gestacional e quais cuidados você deve tomar para evitá-la ou conviver bem com ela!

 

O que é diabetes gestacional?

A diabetes gestacional é uma doença que afeta as mulheres pela primeira vez durante a gestação. Isso ocorre em virtude das mudanças hormonais que acontecem no organismo durante a gravidez, as quais podem prejudicar a ação da insulina.

Na maioria dos casos ela desaparece após o parto, mas há situações onde a condição pode persistir e a gestante passa a apresentar um quadro de diabetes tipo 2.

Justamente por isso é fundamental fazer o teste de glicemia em jejum e o teste de tolerância à glicose (curva glicêmica) logo após a 20a. semana de gestação. Principalmente porque muitas vezes a doença não apresenta sintomas claros ou podem ser confundidos com sintomas familiares da própria gestação. Na maioria dos casos as grávidas relatam ganho de peso excessivo, inchaço demasiado, vômitos incontroláveis, idas frequentes ao banheiro para urinar e visão turva.

 

Como evitar a diabetes gestacional

Diversas são as causas da diabetes gestacional, como o ganho de peso excessivo, o apetite aumentado para alimentos doces, a falta de atividades físicas, o tabagismo e o estresse, entre outras. Por isso, é importante cultivar hábitos saudáveis.

Cuidar da alimentação, optando por alimentos saudáveis em vez de outros ricos em gorduras e carboidratos de rápida absorção (pão, macarrão e outros derivados de trigo) e praticar exercícios com frequência diminuem consideravelmente a possibilidade de diabetes.

Mas, mesmo com bons hábitos e cuidados com a saúde ainda é possível que você apresente um quadro de diabetes gestacional. Por isso, é fundamental buscar acompanhamento médico e controlar os níveis de glicose no sangue desde o momento em que a gravidez for detectada.

 

Como conviver melhor com a diabetes gestacional?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, esse é o problema relacionado ao metabolismo que mais atinge as gestantes. Estima-se que entre 3% e 25% das mulheres grávidas apresentam a condição, o que pode variar de acordo com o grupo étnico e o critério diagnóstico utilizado.

Para conviver bem com a diabetes gestacional ao longo da gravidez é preciso ter acompanhamento médico e nutricional, fazer os exames de glicemia no sangue com frequência e adotar hábitos saudáveis.

Uma alimentação balanceada, aliada a atividades físicas regulares e o uso correto dos medicamentos melhoram o prognóstico da gestação e diminuem a chance de complicações.

 

É preciso comprar um glicosímetro?

Essa é uma dúvida muito comum entre mulheres que apresentam esse quadro de diabetes gestacional. Apesar de não ser pré-requisito para o controle da doença, o glicosímetro auxilia muito na tomada de decisão cotidiana, uma vez que apresenta resultados de glicemia capilar confiáveis antes e após as refeições.

Justamente por oferecer a possibilidade de controle diário dos níveis de glicose no sangue, o glicosímetro permite que você defina sua alimentação diariamente, sem dúvidas quanto aos efeitos de cada alimento na sua glicemia. Essa liberdade é o principal benefício desse aparelho.

 

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Ao longo dos últimos anos, o aumento do número de casos de diabete infantil no Brasil e no mundo chamou a atenção dos especialistas e “ligou o alerta” de pais e responsáveis. Por isso, muitos buscam por sintomas, exames de diabete e outras informações que apontem se a criança tem ou não o distúrbio.

Se você compartilha dessa preocupação, continue a leitura deste post. Vamos dar dicas de como detectar diabete infantil para assegurar que dúvidas sejam dissipadas em prol da saúde dos pequenos. Acompanhe!

 

Entenda a diabete infantil

A diabete tipo 1 é a mais comum entre os indivíduos com idade inferior a 30 anos e, portanto, a principal entre os casos de diabete infantil. A condição se caracteriza pela perda da função das células beta do pâncreas, comprometendo a capacidade do órgão de produzir a insulina.

É importante saber, porém, que são crescentes os casos de diabete tipo 2 (a “diabete do idoso”) entre os pequenos. A condição é comumente associada à obesidade, ao sedentarismo e a uma alimentação desequilibrada, situações que contribuem para que o organismo desenvolva resistência à insulina.

 

Como detectar a diabetes infantil

O caminho mais seguro para detectar diabete em crianças é buscar o apoio médico para a realização de testes de diabete com certa regularidade. Antes disso, porém, alguns sinais e sintomas podem ser observados com base no comportamento e características das crianças. Veja:

  • A criança tem sede intensa, boca seca e urina mais do que o comum, principalmente à noite. Aqui, o excesso de glicose no sangue contribui para que líquidos sejam retirados dos tecidos, aumentando a sede e as idas ao banheiro;
  • A criança reclama da visão embaçada. O excesso de glicose também leva à perda de líquido nos olhos, afetando a visão e a concentração;
  • A criança está comendo mais, mas não engorda. A falta de insulina impede que a glicose seja transportada e absorvida pelo organismo, levando à falta de energia e, consequentemente, ao aumento da fome;
  • Apesar de comer mais, a criança perde peso considerável rapidamente. O desequilíbrio causado pela condição faz com que o corpo utilize fontes alternativas de energia, como gorduras corporais e massa magra, levando ao emagrecimento;
  • A criança aparenta ou relata estar mais cansada. A falta de energia contribui para o aumento do cansaço e também a irritabilidade;
  • Os machucados demoram mais a cicatrizar ou as infecções se tornam frequentes. A diabete compromete a capacidade de cura e a resistência do organismo.

A importância do teste de diabetes

Como já dito, a realização de testes de diabete é forma mais segura de descobrir se a criança tem ou não a doença e, ainda, atestar a importância de buscar medidas que evitem a surgimento da diabete tipo 2, uma vez que a tipo 1 não tem prevenção, é uma doença autoimune sem causas aparentes.

São quatro testes, sendo três realizados apenas em laboratório. O exame de sangue em jejum e o de hemoglobina glicada podem ser feitos de uma só vez.

Há, ainda, o teste de tolerância à glicose, baseado na coleta de sangue após a ingestão de um líquido com sobrecarga de glicose. O sangue é coletado em três momentos: antes da ingestão do líquido; 60 minutos após a ingestão do líquido; e também 120 minutos após a ingestão do líquido, a fim de acompanhar a curva glicêmica do paciente.

E o teste de glicemia capilar (ponta do dedo) que pode ser feito até mesmo em casa, para quem tem o equipamento. Neste caso, a alteração dos níveis de glicose deve ser confirmada pelos exames citados anteriormente.

Os exames e sua repetição para controle são feitos conforme orientação médica. Caso pais ou responsáveis observem a intensificação ou surgimento de novos sinais ou sintomas, devem retornar ao profissional para novas avaliações. Em caso de dúvidas, lembre-se de que uma consulta também pode ser marcada para mais orientações sobre como detectar diabete infantil.

 

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Antes de falar sobre o que causa diabetes é preciso especificar o tipo da doença. Isso porque, apesar de ser caracterizada pelo aumento de glicose no sangue, os motivos que levam uma pessoa a apresentar a essa enfermidade podem variar desde fatores genéticos a hábitos pouco saudáveis.

Existem três tipos principais de diabetes, cada uma com suas características específicas. Justamente por isso, quando falamos sobre as causas da diabetes, é preciso especificar se estamos nos referindo à diabetes mellitus tipo 1, tipo 2, ou a gestacional.

Continue lendo e entenda melhor o que causa diabetes!

 

O que causa diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 ocorre quando o seu sistema imunológico (mecanismo de defesa do organismo) ataca e destrói as células beta, responsáveis por produzir insulina no pâncreas. Sem insulina para transformar a glicose em energia, seu corpo apresenta o quadro de hiperglicemia — excesso de açúcar no sangue.

As causas desse distúrbio ainda não foram totalmente esclarecidas pela ciência. Existem linhas de pesquisa que consideram fatores genéticos associados a questões ambientais, como a exposição a um determinado vírus, o que pode desencadear a doença.

 

Causas da diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença e atinge, em todo mundo, mais de 380 milhões de pessoas. Os motivos que levam uma pessoa a apresentar essa doença estão diretamente relacionados a maus hábitos alimentares e à falta de atividades físicas.

O excesso de peso às vezes causa resistência à insulina e é comum em pessoas com diabetes tipo 2. A localização da gordura corporal também faz a diferença, uma vez que a gordura extra na região abdominal está ligada à resistência à insulina, diabetes tipo 2 e doenças do coração e dos vasos sanguíneos.

Estudos recentes apontam que, apesar de a obesidade e os hábitos alimentares serem considerados causas da diabetes, questões genéticas também devem ser consideradas. A herança de parentes que tenham a condição pode ser decisiva no surgimento da doença em outras pessoas da família.

 

O que causa a diabetes gestacional

A diabetes gestacional se desenvolve apenas durante a gravidez e, em muitos casos, desaparece após o parto. Essa condição é causada pelas mudanças hormonais que ocorrem no corpo das mulheres nesse período, somadas à fatores genéticos e de estilo de vida.

Em alguns casos o Hormônio Lactogênio Placentário (HLP), produzido pela placenta, contribui para a resistência à insulina. A maioria das mulheres grávidas consegue produzir insulina suficiente para superar essa resistência, mas algumas não. Neste caso, surge o quadro de diabetes gestacional.

Outros fatores também podem desencadear a doença, tais como:

  • Genética e histórico familiar;
  • Doenças hormonais (como a síndrome de Cushing e distúrbios da tireoide);
  • Danos ou remoção do pâncreas;
  • Uso de medicamentos.

 

Justamente por apresentar tantos fatores geradores é fundamental que as gestantes tenham acompanhamento constante de um médico e realizem os exames de sangue periodicamente. Sem contar, é claro, com a importância de uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos.

 

Entender o que causa diabetes é fundamental para conviver bem com essa doença. Quer aprender mais sobre diabetes? Aproveite para saber o que é teste de glicemia!

 

 

Revisado por Camila Cialdini Faria – Educadora em diabetes

O teste de glicemia é uma rotina na vida de quem tem diabete. Através de uma pequena amostra de sangue, coletada com uma tira reagente e analisada em um medidor de glicose, é possível detectar os níveis de glicose nas hemoglobinas e determinar a quantidade de açúcar no sangue de uma pessoa.

Neste artigo vamos explicar o que é, como funciona e, também, quais os equipamentos necessários para que você possa realizar os testes de glicemia em casa. Viver bem com diabetes é possível e esse acompanhamento é fundamental. Confira!

 

O que é o teste de glicemia

Você já aprendeu aqui no blog que diabete é uma condição gerada a partir do excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia). O teste de glicemia capilar existe por dois motivos principais: acompanhamento do nível glicêmico para quem já tem a condição e diagnóstico de novos pacientes.

Ele pode ser realizado tanto em laboratórios, normalmente junto a outros exames, ou então em casa. Neste caso é preciso fazer um pequeno furo na ponta de um dos dedos com o auxílio de uma lanceta. Uma fita reagente específica é inserida em um medidor de glicose e, em seguida, a amostra de sangue.  

 

O glicosímetro (ou monitor de glicemia)

Existem diversas opções de medidor de glicose no mercado e cada pessoa deve escolher a que melhor se adapta à sua realidade. Algumas, inclusive, possuem eletrodos de ouro que garantem a qualidade dos testes. Por isso, vale a pena pesquisar e conhecer todas as opções.

Em todos os casos, o paciente insere a tira reagente no glicosímetro, fura o dedo com a lanceta e coloca o sangue sobre a tira. Alguns segundos após este procedimento, o resultado é indicado, oferecendo uma média do nível de açúcar no sangue.

Com base nessa média de glicose nas hemoglobinas (glóbulos vermelhos) é que será possível determinar a gravidade da condição, bem como a solução necessária para cada caso.

Há situações, como na pré-diabetes, onde é possível regular os níveis de açúcar com alimentação e exercícios. Em outros casos é preciso administrar medicamentos, como a insulina. No caso da hipoglicemia, é necessário ingerir alimentos ricos em açúcar para elevar a glicose no sangue.

 

A importância de calibrar o medidor

Assim como qualquer outro aparelho eletrônico, o glicosímetro também deve estar corretamente calibrado, caso contrário existe a possibilidade dele apontar resultados que não condizem com a realidade.

Para isso, basta utilizar a solução de controle, que normalmente já vem com o medidor de glicose no momento da compra. Quem já convive com diabete sabe da importância da calibração, todavia é muito importante que as pessoas que estejam aprendendo a conviver com a doença agora também fiquem atentas.

 

Periodicidade dos testes de glicemia

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes pessoas que convivem com a diabete devem realizar o teste laboratorial de hemoglobina glicada a cada seis meses caso os níveis de glicose estejam controlados. Caso apresente resultados insatisfatórios é preciso realizar os testes a cada três meses.

Em alguns casos, é preciso acompanhar diariamente, ou até mesmo mais de uma vez por dia, a variação do nível de açúcar no sangue. Nesses casos os monitores de glicemia se fazem fundamentais, uma vez que são portáteis e muito práticos e bastante confiáveis.

 

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O diabetes é uma doença bastante conhecida no Brasil, entretanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas quanto à pronúncia correta do termo que designa o excesso ou falta de açúcar no sangue. De forma resumida, existem quatro maneiras corretas de pronunciar seu nome: diabetes, diabete, a diabetes e o diabetes.

Todas elas têm o mesmo significado e podem ser utilizadas normalmente, tanto no masculino como no feminino, no singular ou então no plural. Continue lendo esse artigo e entenda tudo o que você precisa saber tanto sobre a escrita quanto sobre a pronúncia correta do nome dessa doença!

 

Como escrever corretamente diabetes

De acordo com o Manual de Redação da Secretaria de Comunicação do Governo Federal, o diabetes — assim como o nome de qualquer outra doença — deve ser escrito sempre em letras minúsculas. As maiúsculas nos nomes de doenças são utilizadas apenas quando fazem referência a nomes próprios, como Parkinson e Alzheimer.

Se você procurar o termo “diabetes” no dicionário, provavelmente encontrará a seguinte descrição: Substantivo – di.a.be.tes – masculino, feminino, singular, plural

Isso quer dizer que todas as quatro formas de escrever o nome dessa doença estão corretos.

 

Como pronunciar corretamente diabetes

Quanto ao nome da doença, é possível pronunciar das quatro formas que citamos anteriormente, no plural, singular, feminino ou masculino. Independentemente da sua escolha o significado do termo não será alterado e fará referência ao excesso de açúcar no sangue de uma pessoa.

 

Etimologia: a origem do nome diabetes

O nome da doença tem origem no século 2 depois de Cristo. É uma palavra de origem grega e grande parte dos estudiosos conferem a ela o significado de “sifão”. Isso porque a doença se caracteriza, dentre outros fatores, por sua poliúria (eliminação de grande quantidade de urina por um determinado espaço de tempo).

Já o termo mellitus, que compõe o nome oficial da doença “diabetes mellitus”, tem origem no latim e quer dizer “aquilo que contém mel; doce como mel”. A etimologia faz uma referência clara ao excesso de glicose presente na urina da maioria dos pacientes que convivem com diabete.

 

Outros nomes similares

Além das diabetes tipo 1 e tipo 2, existem outras variações da doença, que também se caracterizam pelo desequilíbrio dos níveis de açúcar no sangue. São elas o diabetes gestacional e o pré-diabetes, que como o nome sugere, é o período antes de uma pessoa tornar-se diabética.

Como derivam do nome principal, “diabetes“, essas variações também podem ser ditas e escritas das quatro formas corretas: no masculino, feminino, plural e singular. Vale lembrar da obrigatoriedade do uso do hífen no caso da pré-diabetes.

A pronúncia correta você já aprendeu. Mas, você sabe o que causa diabetes?

 

A cura para diabetes tem sido alvo de dezenas, quem sabe centenas de estudos em todo o mundo. Um distúrbio que acomete 422 milhões de pessoas e leva cerca de 1,5 milhões de pacientes à morte todos os anos, deve mesmo ser alvo de preocupações para médicos e demais profissionais da saúde.

Mas, será que com todos os esforços, já podemos pensar em uma cura para diabetes? É o que veremos neste artigo!

 

Cura para diabetes tipo 1. Será?

Recentemente, alguns pesquisadores americanos conseguiram reverter o quadro de diabetes tipo 1 em ratos. O estudo dos cientistas do Boston Children’s Hospital informa que, a partir de células-tronco dos ratos, conseguiram produzir a proteína PDL-1, ausente no organismo de quem possui diabetes tipo 1.

De acordo com o estudo, essa proteína é capaz de inibir os ataques do corpo às células que produzem insulina, fazendo com que os níveis de açúcar no sangue voltem ao normal.

Esse pode ser o primeiro passo rumo à cura para diabetes do tipo 1. Mas, o fato é que ainda não existe cura para diabetes tipo 1. E a diabetes tipo 2, tem cura?

 

Diabetes tipo 2: muito além do sobrepeso

Além do sobrepeso e da má alimentação, o diabetes tipo 2 também tem relação direta com a genética humana. Ou seja, algumas pessoas são mais propensas a desenvolver a doença do que outras.

No diabetes tipo 2, o paciente desenvolve o que podemos chamar de resistência à insulina, ou seja, a quantidade de insulina produzida pelo organismo não é suficiente para sintetizar todo o açúcar existente no corpo. Assim, cria-se um excedente de glicose no organismo.

A boa notícia é que cientistas da Universidade da Califórnia conseguiram desenvolver um medicamento que restaura a capacidade de resposta das células à insulina, recuperando o controle de açúcar no sangue. A melhor parte é que esse medicamento pode ser administrado por via oral, em comprimidos.

Todavia, o medicamento ainda está em fase de testes e os resultados foram obtidos por meio de experimentos com ratos. Até que chegue às farmácias e à população em geral, deve demorar um pouco mais. Diante disso, podemos dizer que o diabetes tipo 2 não tem cura (por enquanto).

 

Pré-diabetes: aprendendo a evitar os riscos

Quem recebe a notícia de que possui pré-diabetes deve ter cuidados redobrados com a alimentação, prática de atividades físicas e a adoção de uma vida mais saudável.

Isso porque pré-diabetes é uma condição de risco, o que significa que você pode vir a ter diabetes tipo 2 a curto prazo. Entretanto, você ainda não possui a doença.

Nessa condição, você ainda não precisa se preocupar a cura para diabetes, afinal, ainda não apresenta os sintomas que configuram um paciente como diabético. Mas precisa tomar os mesmos cuidados com relação à qualidade de vida, visando reduzir os riscos de desenvolver diabetes tipo 2.

Como você deve ter notado, ainda não há cura para diabetes, seja do tipo 1 ou do tipo 2. O que existe são tratamentos que auxiliam no controle da glicose no sangue e muitas pesquisas em busca de uma cura definitiva para o diabetes.

 

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Diabetes mellitus é uma doença que se caracteriza pelo aumento anormal de glicose no sangue, cujo termo técnico é hiperglicemia. Existem diversos motivos que podem levar uma pessoa a desenvolver os sintomas de diabetes. A maioria dos casos está diretamente ligada à diabetes tipo 1 e à diabetes tipo 2.

Existem, ainda, outros tipos de diabetes, todos mais raros, que podem ser causados por uma série de fatores, como genéticos a doenças no pâncreas. Continue lendo para entender mais sobre a diabetes mellitus e seus sintomas!

 

O que é diabetes mellitus?

A diabetes mellitus, comumente chamada apenas de diabetes, faz referência a um grupo de distúrbios metabólicos onde os pacientes apresentam altos níveis de açúcar (hiperglicemia) no sangue durante um período prolongado. Ela pode ocorrer devido a problemas na secreção ou ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pelo transporte de glicose (açúcar) para ser absorvido pelas células.

Os principais sintomas de diabetes incluem principalmente idas frequentes ao banheiro, sede intensa e perda de peso sem motivo aparente, mesmo com o apetite aumentado. As complicações graves a longo prazo podem incluir doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, doença renal crônica, úlceras nos pés e até problemas sérios de visão.

 

A diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune onde o próprio organismo destrói as células responsáveis por produzir e liberar a insulina, que por sua vez regula os níveis de glicose no sangue. Sem essa regulação natural, os níveis de glicose aumentam, gerando o que chamamos de hiperglicemia.

Apesar de poder manifestar-se em qualquer fase da vida, essa doença é mais comum em jovens adultos e crianças. Detectar a doença é um processo relativamente simples, realizado por meio de um exame de sangue comum.

 

A diabetes tipo 2

De acordo com a Sociedade Brasileira de diabetes, cerca de 90% dos pacientes com diabetes apresentam o tipo 2 da doença. Ao contrário do primeiro tipo, nesse caso existem fatores como a herança genética e, além disso, há uma relação direta com a alimentação e o excesso de peso, principalmente em pessoas acima dos 50 anos.

Apesar disso, a diabetes tipo 2 é cada vez mais comum em crianças e adolescentes que apresentam um quadro de excesso de consumo de gorduras e carboidratos, aliado à falta de exercícios físicos. Quem possui essa doença pode tanto ter uma produção insuficiente de insulina, quanto uma resistência na ação desse hormônio, contribuindo para o quadro de hiperglicemia.

 

Outros tipos de diabetes

Existem, ainda, outros tipos de diabetes, como a diabetes gestacional. Cada uma apresenta suas características próprias, condições específicas e, assim como os outros tipos da doença, necessitam de um acompanhamento constante por parte do paciente.

 

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